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OS CONTABILISTAS EM TEMPO DE COVID-19

Acreditando nos números que nos vão chegando através da comunicação social, a pandemia em Portugal parece estar controlada, exigindo ainda alguma contenção e ou bom senso das populações para respeitarem as medidas de prevenção propostas pela Direção Geral de Saude, (dicas, indicações e ligações e úteis aqui).

Concorda-se que a concentração do estado esteja na vertente da saúde pública e orientada para preservar vidas, mas agora é urgente pensar em estancar o vírus da nossa economia. Os números que nos chegam das varias entidades assustam um pouco, sobretudo quando se pensa na crise de 2008, os efeitos assoladores na classe trabalhadora e nas empresas. As estimativas oficiais da Comissão Europeia apontam para 2020 uma quebra do PIB da zona Euro e de Portugal de 7.7% e 6.8%, respetivamente. Já o FMI refere uma quebra de 7.5% para a zona Euro e de 8% para Portugal. Será pior do que as de 1975 e de 2012, no pior ano da crise da dívida que agora, pode atingir os 140% do PIB. Traduzindo estes números de um modo simplista diremos que vamos ficar bem mais pobres. No atual contexto de emergência sanitária, desencadeada pela propagação à escala global do COVID-19, ficou condicionada a vida dos cidadãos e das empresas. Com o intuito de mitigar os efeitos devastadores nas empresas e no desemprego, desde 16 de Março que o estado tem vindo a produzir uma avalanche de leis com correcções constantes, que têm deixado os gabinetes de contabilidade com os “cabelos em pé”. O papel dos contabilistas e dos gabinetes de contabilidade até aqui, virados essencialmente para a contabilidade e fiscalidade das empresas e empresários, hoje tornaram-se em centros de “pronto socorro” dos seus clientes, ouvindo os seus dramas, auxiliando-os nas candidaturas lay-off simplificado, do apoio à família, isolamento profiláctico, reclamações a processos junto da SS e AT, exigindo um esforço suplementar na analise de diplomas, normas e regras

Os contabilistas, como não poderia deixar de ser, também estão preocupados com o futuro das empresas dos seus clientes. Eles estão a trabalhar na linha da frente nas alterações dos programas para implementar as constantes alterações propostas pela AT e Segurança Social, na execução da contabilidade, no tratamento de toda a vertente de impostos para que a sua actividade permaneça em condições de laborar sem coimas (IVA, Segurança Social, retenções na fonte etc.) a fim de todos os aspectos da contabilidade, fiscalidade, salários e apoios ao seu negócio possam ser cumpridos.

Agora, mais do que nunca, deve confiar e valorizar o trabalho do seu contabilista, disponibilizando-lhe todos os dados que precisa, em tempo oportuno, sabendo que através dele tem acesso privilegiado e de fonte fidedigna, às medidas que estão a ser propostas e implementadas pelo Governo.

LUÍZ GINJA

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